“Porque você está perdendo seu precioso tempo com esse sistema que, se quer, é de responsabilidade do nosso departamento? Porque quer fazer o trabalho de outros?”
Inicialmente fiquei revoltado com aquela pergunta, pois na verdade ele não estava muito preocupado com os resultados daquele sistema, mas sim indignado com o fato de alguém perder um tempo para entender algo que não é sua tarefa diária. Bom, naquele momento mal sabia ele que eu não estava perdendo tempo, mas sim ganhando tempo! Minha resposta foi um pouco dura: “Não estou no mercado de trabalho há muito tempo, mas sempre procurei entender de algo além de minha atribuição e isso tem dado resultado.”
Penso que somos induzidos por nossa rotina, muitas vezes apertadíssima em relação à disponibilidade de tempo, a acreditar que devemos fazer somente o nosso trabalho do dia-a-dia e pronto. Então, deixamos nosso trabalho com a sensação de missão cumprida. Sempre discordei dessa postura apesar de respeitar quem age desta maneira. Acredito que temos que ir além e fazer o “algo a mais”!
Ao longo de minha não tão longa carreira, sempre procurei entender de algo além de minhas atribuições, quer seja um sistema, um processo, conhecer pessoas de outras áreas que não tinha relacionamento direto nas minhas atividades, entender como funciona as máquinas da produção, etc. Em meu emprego anterior, tive algumas situações de sucesso por fazer o “algo a mais”. Iniciei em uma atividade não tão expressiva, mas por conhecer rapidamente os sistemas e pela pró-atividade demonstrada, assumi uma vaga interessante de uma colega que estava deixando o país.
No entanto, fazer o “algo a mais” requer alguns cuidados:
- Nunca deixe suas atribuições de lado para fazer o “algo a mais”. Às vezes vejo pessoas mais preocupadas com atividades secundárias do que sua atribuição de fato. Além de prejudicar seu desempenho, pode demonstrar desinteresse.
- Seja pró-ativo, mas não inconveniente. A linha que divide a iniciativa e a inconveniência é muito tênue. Tenha isso sempre em mente. O excesso de iniciativa pode te prejudicar nos relacionamentos ou até na busca por novas informações.
- Fazer o “algo mais” muitas vezes pode custar tempo precioso de seu dia, mês ou projeto. Fique atento, pois podemos nos atrapalhar com os prazos quando desviamos da atividade foco para fazer o “algo a mais”. Constantemente avalie se está dentro do prazo, principalmente se estiver lidando com algo cujo tempo é variável crítica.
Seguem também algumas dicas:
- Perguntar nunca é demais. Sou conhecido por questionar sempre. Essa é uma ferramenta de extrema importância para obtenção de informações. Se algo não está claro para você, pergunte novamente ou peça para o interlocutor responder de outra forma.
- Seja simpático, muitas portas se abrirão para você. Parece óbvio, mas não é. Os turrões estão soltos por aí. Não vou me alongar neste tópico, vejam artigo que publiquei em 28/09/09 – “A arte de lidar com pessoas… complicadas.”
- Participe de ações “multi-departamentos”. Sempre que posso, me envolvo em ações que envolvam vários departamentos, quer seja para atender alguma auditoria ou algum projeto novo, por exemplo. Independentemente da atividade, esteja lá! Mostre-se e entenda de outra coisa além do seu trabalho.
Espero ter somado de alguma forma no seu dia-a-dia, quer seja no trabalho ou na vida pessoal.
Divida suas opiniões!

Despertar da Consciência significa: Mergulhar em suas crenças, descobrir porque você decidiu acreditar em tudo que acredita e aonde isso vai te levar; Aprender a manejar a sua atenção para seus objetivos e não deixar com que ela fique grudada como um chiclete nos medos e limitações que drenam a sua energia criadora. Aprender de forma prática como transcender sua mente para retomar o controle sobre ela e todas as emoções que você hoje acredita serem mais fortes do que você; Reconhecer que efeitos os julgamentos/ opiniões que você tem das coisas, pessoas, idéias e experiências tem na sua percepção de perceber a vida como ela é; Reconhecer efetivamente que somos todos um e que tudo o que eu faço com você (idéias, intenções e ações) é o que faço comigo mesmo. Além desta interessante ilustração, gostaria de apresentar Jill Bolte, pesquisadora e cientista de Harvard especializada no cérebro humano. Jill sofreu um derrame anos atrás e foi testemunha de uma experiência impressionante onde assistiu o cérebro se desativar pouco a pouco e teve uma experiência de expansão da consciência que narra em detalhes neste vídeo. Tem legendas em português e basta selecionar clicando em “view subtitles” abaixo do vídeo.
