sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Faça sempre o “algo a mais”!

Há algumas semanas atrás gastei boa parte de um dia para entender uma ferramenta (sistema de informática) que a empresa disponibiliza, mas que poucos, mas muito poucos, conhecem. Conhecendo esse sistema, eu seria capaz de gerar relatórios que poderiam ajudar o departamento a entender e agir sobre diversas dificuldades da nossa rotina. Neste dia, um colega parou ao lado de minha mesa e me perguntou?
“Porque você está perdendo seu precioso tempo com esse sistema que, se quer, é de responsabilidade do nosso departamento? Porque quer fazer o trabalho de outros?”
Inicialmente fiquei revoltado com aquela pergunta, pois na verdade ele não estava muito preocupado com os resultados daquele sistema, mas sim indignado com o fato de alguém perder um tempo para entender algo que não é sua tarefa diária. Bom, naquele momento mal sabia ele que eu não estava perdendo tempo, mas sim ganhando tempo! Minha resposta foi um pouco dura: “Não estou no mercado de trabalho há muito tempo, mas sempre procurei entender de algo além de minha atribuição e isso tem dado resultado.”
Penso que somos induzidos por nossa rotina, muitas vezes apertadíssima em relação à disponibilidade de tempo, a acreditar que devemos fazer somente o nosso trabalho do dia-a-dia e pronto. Então, deixamos nosso trabalho com a sensação de missão cumprida. Sempre discordei dessa postura apesar de respeitar quem age desta maneira. Acredito que temos que ir além e fazer o “algo a mais”!
Ao longo de minha não tão longa carreira, sempre procurei entender de algo além de minhas atribuições, quer seja um sistema, um processo, conhecer pessoas de outras áreas que não tinha relacionamento direto nas minhas atividades, entender como funciona as máquinas da produção, etc. Em meu emprego anterior, tive algumas situações de sucesso por fazer o “algo a mais”. Iniciei em uma atividade não tão expressiva, mas por conhecer rapidamente os sistemas e pela pró-atividade demonstrada, assumi uma vaga interessante de uma colega que estava deixando o país.
No entanto, fazer o “algo a mais” requer alguns cuidados:
- Nunca deixe suas atribuições de lado para fazer o “algo a mais”. Às vezes vejo pessoas mais preocupadas com atividades secundárias do que sua atribuição de fato. Além de prejudicar seu desempenho, pode demonstrar desinteresse.
- Seja pró-ativo, mas não inconveniente. A linha que divide a iniciativa e a inconveniência é muito tênue. Tenha isso sempre em mente. O excesso de iniciativa pode te prejudicar nos relacionamentos ou até na busca por novas informações.
- Fazer o “algo mais” muitas vezes pode custar tempo precioso de seu dia, mês ou projeto. Fique atento, pois podemos nos atrapalhar com os prazos quando desviamos da atividade foco para fazer o “algo a mais”. Constantemente avalie se está dentro do prazo, principalmente se estiver lidando com algo cujo tempo é variável crítica.
Seguem também algumas dicas:
- Perguntar nunca é demais. Sou conhecido por questionar sempre. Essa é uma ferramenta de extrema importância para obtenção de informações. Se algo não está claro para você, pergunte novamente ou peça para o interlocutor responder de outra forma.
- Seja simpático, muitas portas se abrirão para você. Parece óbvio, mas não é. Os turrões estão soltos por aí. Não vou me alongar neste tópico, vejam artigo que publiquei em 28/09/09 – “A arte de lidar com pessoas… complicadas.”
- Participe de ações “multi-departamentos”. Sempre que posso, me envolvo em ações que envolvam vários departamentos, quer seja para atender alguma auditoria ou algum projeto novo, por exemplo. Independentemente da atividade, esteja lá! Mostre-se e entenda de outra coisa além do seu trabalho.
Espero ter somado de alguma forma no seu dia-a-dia, quer seja no trabalho ou na vida pessoal.
Divida suas opiniões!
Um abraço e ótima semana.
Tiago Calipo
tiago.calipo@yahoo.com.br

terça-feira, 3 de novembro de 2009


Foi demitido? E agora? Muitos se desesperam com o fantasma da demissão, entretanto não param para analisar o outro lado, o do contratante. Demitir um colaborador de uma empresa é a última ação que uma empresa adota quando ela não está satisfeita com o profissional.
Claro que muitas vezes essa insatisfação por parte da empresa é subjetiva, entretanto, o fato ocorreu, você foi demitido, e agora? Não adianta chorar pelo emprego perdido ou entrar na neura do pijama, sem sair de casa se escondendo de tudo e de todos. É preciso reagir e lutar por algo novo do qual você goste realmente e possa desempenhar um bom papel. Para enfrentarmos o drama da demissão, listo as sete regras básicas que se seguidas auxiliarão no processo de uma recolocação profissional :
1 - Não Fuja das PessoasJá ouviu falar de Networking? Sua rede de contatos, amigos, colegas de trabalho, auxiliam nessa sua nova fase. Uma indicação vale muito no mercado corporativo.
2 - Não Desista NuncaJamais você pode desistir ou esmorecer dessa busca. A persistência, o desejo e a motivação, são fontes de energia para essa sua conquista. Saiba encarar um obstáculo e transpô-lo.
3 - Mantenha o FocoUma vez definido os seus objetivos, foque neles. Às vezes você pode demorar mais para conquistá-los, mas jamais desista deles. Fique firme nas suas metas. Desvios são comuns, mas retorne a linha mestra assim que possível.
4 - Crie uma RotinaManter uma rotina de trabalho é fundamental para evitarmos a perda de motivação e da autoestima. Crie um procedimento para a busca de seu novo emprego; monte uma agenda de trabalhos e tarefas. Programe-se. Estabeleça metas diárias, semanais e mensais.
5 - EstudeO crescimento pessoal e profissional não depende de um emprego específico. Manter-se atualizado é fundamental para qualquer pessoa que deseja permanecer competitiva no mercado de trabalho. Aproveite essa oportunidade para atualizar-se, estudar, participar de seminários, eventos, palestras, além de crescimento intelectual, você poderá aumentar a sua rede de relacionamento.
6 - Faça Exercícios FísicosUm corpo saudável também é importante para mantermos um equilíbrio entre saúde e intelecto. Men sana in corpore sano. Exercícios físicos auxiliam a aliviar tensões e estresse mantendo o seu equilíbrio emocional.
7 - Mantenha a AutoestimaAutoestima é fundamental para você ser selecionado numa entrevista. Esteja preparado para elas, conheça o seu valor, as suas competências técnicas e pessoais e como demonstrá-las num processo seletivo.
Saiba que só quem tem emprego pode ser demitido, essas coisas acontecem, o que precisamos fazer é entender os motivos que nos levaram à demissão para não incorrer neles novamente e, cabeça erguida para um novo emprego!

Fonte : Trigo Consultoria em RH - www.trigoconsultoria.com.br

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Quem você pensa que é?

26/10/2009 por Caio Santos

O assunto “Despertar da Consciência”, apesar de ser alvo de estudos de diversos cientistas, pesquisadores e filósofos, ainda é um tema desconhecido para a grande maioria das pessoas. Talvez ainda seja esta grande nuvem cinzenta, pois não havia interesse, em plena era industrial, que as pessoas adquirissem conhecimento para tornarem-se fonte de suas vidas e questionar as doutrinações que vinham sendo repassadas de geração em geração como uma epidemia de gripe. Só para ilustrar como este assunto tem sido retratado há séculos, gostaria de compartilhar com você uma parábola escrita pelo filósofo Platão – A Alegoria da Caverna – para ajudar a traduzir os conceitos de uma forma leve e divertida. A idéia consiste em pessoas que vivem numa caverna e acreditam que o mundo real é aquilo que aparece na parede: sombras formadas pela luz que entra pela única fresta existente. Estas pessoas lutam contra qualquer um que diga o contrário. Abaixo, uma história em quadrinhos do Piteco, personagem do Maurício de Souza, que capta perfeitamente a essência do que Platão queria dizer sobre as sombras que limitam nossa vida.

Despertar da Consciência significa: Mergulhar em suas crenças, descobrir porque você decidiu acreditar em tudo que acredita e aonde isso vai te levar; Aprender a manejar a sua atenção para seus objetivos e não deixar com que ela fique grudada como um chiclete nos medos e limitações que drenam a sua energia criadora. Aprender de forma prática como transcender sua mente para retomar o controle sobre ela e todas as emoções que você hoje acredita serem mais fortes do que você; Reconhecer que efeitos os julgamentos/ opiniões que você tem das coisas, pessoas, idéias e experiências tem na sua percepção de perceber a vida como ela é; Reconhecer efetivamente que somos todos um e que tudo o que eu faço com você (idéias, intenções e ações) é o que faço comigo mesmo. Além desta interessante ilustração, gostaria de apresentar Jill Bolte, pesquisadora e cientista de Harvard especializada no cérebro humano. Jill sofreu um derrame anos atrás e foi testemunha de uma experiência impressionante onde assistiu o cérebro se desativar pouco a pouco e teve uma experiência de expansão da consciência que narra em detalhes neste vídeo. Tem legendas em português e basta selecionar clicando em “view subtitles” abaixo do vídeo.